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Cirurgias

OTORRINOLARINGOLOGIA

  1. Adenoamigdalectomia

  2. Adenoidectomia

  3. Timpanotomia com/sem inserção de tubos de ventilação

  4. Septoplastia, turbinoplastia e rinoseptoplastia nasal

  5. Cirurgia endoscópica funcional de seios paranasais

  6. Sinusotomias maxilo-etmoidal

  7. Timpanoplastias

  8. Timpanomastoidectomias

  9. Cirurgia de glândulas salivares

  10. Microcirurgia de laringe

  11. Outros procedimentos

 

1. ADENOAMIGDALECTOMIA

O que são os adenóides e as amigdalas?

Os adenóides e as amígdalas são umas massas de tecido linfóide que se encontram no fundo do nariz e da boca.

Ambos têm como função defender o organismo de infecções.

Em que consiste a Adenoamigdalectomia?

É uma cirurgia que consiste na extracção dos adenóides e das amígdalas e que demora sensivelmente 45 minutos. Esta intervenção cirúrgica é realizada com anestesia geral, e os tecidos são retirados pela boca. É uma das operações mais realizadas em todo o mundo e com elevado grau de segurança.

Em que situações está indicada?

  • Infecções frequentes das amígdalas e adenóides
  • Amígdalas e adenóides aumentados que provoquem alterações respiratórias graves, tais como apneia do sono.
  • Abcesso periamigdalino persistente ou

Quanto tempo vai ficar no Hospital?

  • Em nossa caso, operamos no Hospital da Beneficência Portuguesa de Pelotas, habitualmente as quintas-feiras a tarde; deverá hospitalizar no dia da cirurgia, passando a primeira noite após o procedimento no hospital. A hospitalização dura apenas 24 horas..

O que pode suceder para a cirurgia ser adiada?

  • A criança apresentar tosse, febre, rinorreia abundante, diarreia, ou qualquer outra doença intercorrente;
  • Os valores dos exames laboratoriais de pré-operatório estarem alterados;

O que acontece na véspera da cirurgia?

  • Faz revisão na Clínica dr. Castagno com o otorrinolaringologista.
  • É encaminhado para o Serviço de Internamento do Hospital da Beneficência Portuguesa, onde são fornecidas explicações sobre todos os procedimentos pré e pós operatórios, pela enfermeira responsável pela criança.
  • A criança deve tomar banho, lavar o cabelo, cortar as unhas e retirar objectos de adorno (brincos, pulseiras, fios, anéis...);
  • Antes de iniciar o jejum, a criança deve fazer uma pequena refeição;
  • Após iniciar o jejum (6 horas antes do horário previsto para a cirúrgia), não pode comer nem beber nada, (nem mesmo água);

Que cuidados devo ter no dia da cirurgia?

  • Retirar óculos, piercings e próteses;
  • Avisar a enfermeira ou o médico, se tiver aparelho fixo;
  • Respeitar inteiramente o jejum.
  • Quando indicado, é administrada a medicação pré-anestésica.
  • Colocar e manter a criança na cama após a medicação pré-anestésica (pode ficar “tonta”, sonolenta...);
  • Acompanhar a criança a entrada do Bloco Cirúrgico.

Como vai e volta do Bloco Cirúrgico?

  • Vai e vem deitado em maca, sendo acompanhado pela enfermeira do serviço e pelo maqueiro.
  • Os pais podem acompanhar a criança durante as deslocações ao Bloco Cirúrgico.

Que sintomas podem aparecer depois da cirurgia?

  • Hemorragia pouco abundante (pelo nariz e boca)
  • Febre ligeira
  • Sonolência
  • Vómitos
  • Dor de garganta e ouvidos, apesar da administração dos analgésicos
  • Dor abdominal, pode significar ter engolido sangue.

Que cuidados devo ter depois da cirurgia?

  • Falar calmamente com a criança e em tom baixo;
  • Limpar as perdas de sangue, mas não assoar;
  • Manter o repouso no leito, em posição lateral ou ventral;
  • Incentivar a criança a beber líquidos frios de 2 em 2 horas (para diminuir a dor ao engolir, a hemorragia e o edema);
  • Evitar dar mamadeira e bico.

Que cuidados devo ter em casa?

  • Ficar com a criança em casa durante 4 dias e mantê-la em repouso ligeiro até ao dia da consulta;
  • Dar-lhe a medicação prescrita às horas certas, e o analgésico para evitar que tenha dor;
  • Não dar Aspirina ou similares, porque pode provocar hemorragia;
  • Dar-lhe líquidos frios durante 2 dias, e progressivamente, alimentos moles frios durante 8 dias, e, à temperatura ambiente durante mais 7 dias.

    Pode dar:

  • Água, batidos, gelados de leite, sumos, leite, iogurte, papas ralas, chá, pudins, gelatina, puré de batata, hamburguer.

    Não pode dar:

  • Líquidos ácidos como, laranja, limão e ananás;
  • Bebidas gaseificadas;
  • Alimentos quentes, duros e os que possam “arranhar” a garganta (exemplo: torradas, batata frita, pizza).

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2. ADENOIDECTOMIA

As vegetações adenóides são órgãos imunologicamente ativos que reforçam a imunidade da mucosa de todo trato aero-digestivo superior.Situam-se na parte alta da parede posterior da faringe, atrás das fossas nasais, e sua função pode estar comprometida por hipertrofia (aumento) exagerada ou infecções repetidas.
As adenóides normalmente crescem até os 05 anos, após o que regridem lentamente até os 14 anos a 20 anos, raramente persistindo hipertrofia após esta idade.

As indicações cirúrgicas são absolutas em casos de obstrução grave das vias aéreas, com respiração bucal permanente e prejuízo da oxigenação, podendo evoluir para síndrome da apnéia obstrutiva do sono (parada respiratória de 10 a 15 segundos ou mais), cor pulmonalle (dilatação das câmaras direitas do coração pelo esforço respiratório e até parada cardio-respiratória.

As indicações cirúrgicas relativas em crianças com otites médias de repetição, sinusites de repetição, otite secretora, geralmente com redução de audição, e nas deformidades orofaciais (que existam ou que tendam a ocorrer - para sua prevenção).

Os cuidados de pré e pós-operatório são semelhantes aos da ADENOAMIGDALECTOMIA, havendo menos dor e recuperação mais rápida na adenoidectomia. Os procedimentos de hospitalização são os mesmos.

Após a cirurgia poderão ocorrer:

FEBRE E DOR - Febre e dores de garganta ou dor referida na área do ouvido são raras e não devem ser causa de inquietação.

MAU-HÁLITO - É possível ocorrer, e cede em poucos dias.

HEMORRAGIA - Representa o maior risco desta cirurgia, podendo ocorrer até 10 dias após o ato cirúrgico, sendo mais freqüente em menor volume, e mais raramente, em menor volume, podendo levar até a reinternação cirúrgica sob anestesia geral e transfusão sangüínea. A morte por hemorragia é uma complicação extremamente rara.

INFECÇÃO - Pode ocorrer na região operada, causada por bactérias habituais da faringe e, geralmente, regride sem antibióticos.

VOZ ANASALADA E REFLUXO DE LÍQUIDOS - Podem ocorrer nos primeiros dias, desaparecendo espontaneamente.

RECIDIVA - É possível, quanto mais jovem ou alérgica for a criança, podendo ser necessária re-intervenção.

COMPLICAÇÕES DA ANESTESIA GERAL - Complicações anestésicas são muito raras, mas podem ocorrer e ser sérias, e devem ser esclarecidas com o anestesiologista.

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 3. TIMPANOTOMIA E TUBOS DE VENTILAÇÃO

Dor de ouvidos por otites médias são quase um rito de passagem para crianças; por volta de cinco anos de idade, quase toda criança passou por, pelo menos, um episódio. A maioria infecções do ouvido ou resolvem por conta própria (viral) ou são tratadas efetivamente por antibióticos (bacteriana). Mas, por vezes, otites e/ou fluidos no ouvido médio pode tornar-se um problema crônico levando a outras questões, tais como perda de audição , alterações de comportamento e fala. Nestes casos, a realização de uma timpanotomia (abertura da membrana do tímpano) com aspiração de secreção e inserção de tubo de ventilação por um otorrinolaringologista pode ser considerada.

O que são os tubos de ventilação?

São minúsculas próteses colocadas através da membrana do tímpano para permitir que o ar ventile o ouvido médio e impedir acúmulo de fluido ou secreção. Eles também podem ser chamados tubos de timpanostomia, tubos de miringotomia, “drenos” de ventilação ou tubos de equalização. Estes tubos podem ser feitos de plástico, metal, ou Teflon e podem ter um revestimento destinado a reduzir a possibilidade de infecção.Existem dois tipos básicos de tubos de ventilação: a curto prazo e a longo prazo. Tubos de curto prazo são menores e normalmente permanecem no local por seis meses a um ano antes da queda suas próprias. Tubos de longo prazo são maiores e têm flanges que protegê-los no lugar por um período mais longo de tempo. Os tubos são eliminados pela própria membrana timpânica e raramente necessitam ser removidos.

Quem precisa de tubos de ventilação?

São recomendados quando o paciente apresenta infecções repetidas do ouvido médio (otite média aguda) ou tem perda auditiva provocada pela presença persistente de fluido no ouvido médio (otite mídia com efusão). Essas condições mais comumente ocorrem em crianças, mas também podem estar presentes nos adolescentes e adultos e podem levar a problemas de fala e equilíbrio, perda de audição, ou alterações na estrutura do tímpano. Outras afecções menos comuns que podem levar a inserção de tubos de ventilação são disfunção da tuba auditiva, Síndrome de Down, fissura palatina e barotrauma (prejuízo para o ouvido médio causado por uma variação abrupta de pressão atmosférica), geralmente visto ao voar ou mergulho.

A média de idade para essa cirurgia é de cerca de três anos, sendo uma das cirurgias mais comuns na infância em todo o mundo. A timpanotomia com inserção de tubo de ventilação pode:

  • reduzir o risco de futuras infecções de ouvidos;
  • recuperar a perda auditiva provocada pelo fluido no ouvido médio;
  • melhorar problemas de fala e equilíbrio;

Como os tubos de ventilação são inseridos?

Os tubos de ventilação são inseridos através de um procedimento cirúrgico chamado timpanotomia ou miringotomia, em que é feito uma incisão no tímpano. Isso geralmente é feito um microscópio cirúrgico e um microbisturi, mas ele também pode ser feito com um laser.Se não for inserido um tubo de ventilação a perfuração iria cicatrizar e fechar dentro de um alguns dias (mesmo com laser), limitando a ventilação necessária do ouvido médio para curar ou prevenir novas otites.

A cirurgia

Anestesia geral ou sedação é ministrado para as crianças; em adultos o procedimento pode ser feito com anestesia local. A incisão do tímpano é feita e aspira-se a secreção existente no ouvido médio: se essa secreção é bem fluida se pode optar por não colocar o tubo de ventilação; se a secreção for espessa deve-se colocar o tubo. Gotas otológicas com antibiótico podem ser necessárias por alguns dias. O procedimento dura geralmente menos de 20 minutos e os pacientes despertam rapidamente. Freqüentemente é necessário remover também as adenóides (veja adenoidectomia). Pesquisas atuais indicam que remover tecido adenoideano juntamente com a colocação de tubos de ventilação pode reduzir o risco de infecções recorrentes de ouvidos e a necessidade de cirurgia de repetição.

O que esperar depois da cirurgia

Após a cirurgia, o paciente é monitorado da sala de recuperação e será levado aos pais assim que acordar. Pacienter submetidos a timpanotomia apenas tem alta em algumas horas; quando também for feita a adenoidectomia é preferível passar a noite no hospital. Pacientes ficam sonolentos após o procedimente, e podem apresentar ainda irritabilidade ou náuseas. temporariamente. A perda auditiva causada pela presença de fluido no ouvido médio é imediatamente resolvida com a cirurgia. Às vezes, as crianças podem ouvir muito melhor e chegam a queixar-se de que os sons normais parecem demasiado altos. Para evitar a possibilidade de bactérias entrando pelo tubo de ventilação no ouvido médio, é fundamental não molhar os ouvidos, e tampões podem ser necessários; natação e mergulho devem ser evitados.

Possíveis complicações

Timpanotomia (ou miringotomia) com inserção de tubos de ventilação é um procedimento extremamente comum, seguro, e com um mínimo de complicações. Quando ocorrem complicações, podem incluir:

  • Perfuração– Este pode acontecer quando sai um tubo ou um tubo de longo prazo é removido e a abertura da membrana timpânicas não cicatriza. Essa perfuração residual pode ser corrigida com um procedimento cirúrgico chamado timpanoplastia ou miringoplastia.
  • Cicatriz– Qualquer irritação do tímpano (otites recorrentes ou tubos de ventilação) pode causar uma cicatriz esbranquiçada chamada timpanosclerose. Na maioria dos casos não há problema com a audição.
  • Infecção– Otites médias podem ainda ocorrer, mas são geralmente menos freqüentes, resultam em menos perda auditiva e são mais fáceis de tratar – muitas vezes apenas com gotas otológicas. Às vezes, um antibiótico oral ainda é necessário.
  • Tubos de ventilação expelidos muito precocemente – Se o tubo é expelido muito cedo pode ser necessário recolocar um tubo de longa permanência. Habitualmente os tubos de ventilação permanecem de 3 a 12 meses.

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 4. SEPTOPLASTIA

A septoplastia é cirurgia normalmente empregada frente a queixas de nariz entupido, sinusites de repetição, dores de cabeça, dificuldades para sentir os cheiros ou sabores.

A septoplastia é a cirurgia realizada para reposicionar o Septo da forma mais reta possível. Ela pode ser realizada sobre anestesia local ou geral, dependendo das condições de cada paciente. Sua duração é aproximadamente uma hora. O septo nasal, como todo o restante da cavidade nasal, é coberto pela mucosa nasal. O primeiro passo da cirurgia consiste em se levantar esta cobertura, para que se exponha todas as alterações ósseas e cartilaginosas do septo. Após a remoção e remodelagem das áreas desviadas, a mucosa nasal é reposicionada e suturada.

É comum o uso de tampões ou splints nasais após o término da cirurgia, para controle do sangramento, o que trás grande desconforto. Em alguns métodos, o uso do tampão nasal é desnecessário, o que pode proporcionar uma recuperação mais cômoda para o paciente.

Orientações Pré-operatórias

Todas as medicações usadas rotineiramente devem ser informadas ao médico. Antiinflamatórios, aspirina e anti-coagulantes devem ser suspensos 7 a 10 dias antes da cirurgia. Após realizados os exames e investigações pré-operatórias adequados para cada paciente, é agendada uma data para a cirurgia. O paciente faz revisão na Clínica dr. Castagno na véspera ou pela manhã, mantendo jejum de 6 horas antes do horário do procedimento (nem água deve ser ingerido). Hospitaliza-se no Hospital da Beneficência Portuguesa pela manhã e o procedimento será realizado a tarde.

Todos os exames relacionados à cirurgia devem ser levados ao hospital. O rosto e o cabelo devem ser lavados com sabão neutro (de preferência líquido) antes de sair de casa.

Já no hospital, tendo passado pelo procedimento de internação, o paciente será encaminhado ao seu quarto, onde trocará de roupa e aguardará o momento do deslocamento para o centro cirúrgico.

Pós-operatório Imediato

Trata-se das primeiras 4 horas após a cirurgia. Após ter acordado ainda na sala de cirurgia o paciente será levado à sala de recuperação dentro do próprio centro cirúrgico ou retornará diretamente para o quarto, dependendo de suas condições clínicas. Pode haver dor, a qual é controlada com medicação.

Neste período, é comum a ocorrência de enjôo e mais raramente vômitos, que via de regra são passageiros e não comprometem a cirurgia.

Pequenos sangramentos nasais também podem ocorrer e costumam ser passageiros.

A melhor orientação para este momento é deixar o paciente descansar, de preferência dormir, para que possa eliminar as medicações anestésicas ainda circulantes em sua corrente sangüínea.

Normalmente o paciente sai do centro cirúrgico com uma gaze presa com esparadrapo obstruindo as narinas ("bigode"). Nos casos de plástica nasal também poderão ser posicionados curativos especiais sobre o nariz. Os resultados variam para cada paciente.

Pós-operatório Tardio

É o período que vai do segundo ao trigésimo dia.

O desconforto que quase sempre ocorrerá neste período será causado pela obstrução nasal, principalmente na primeira semana. A correta limpeza nasal e o uso de soluções salinas em spray ajudam a aliviar esta queixa e previnir a formação de crostas. Nas três semanas seguintes, a obstrução ainda pode incomodar, porem em intensidade menor, até a melhora completa, que ocorre de 20 a 40 dias após a cirurgia.

Inchaço do rosto e dos olhos podem ocorrer entre o segundo e sétimo dias, apenas quando houver correção estética do nariz (rinoplastia) associada.

Exercícios físicos de qualquer tipo estão proibidos nesta fase. Caso tenha sido necessária a realização de fratura dos ossos nasais, exercícios físicos de contato como o futebol, basquete, lutas marciais etc, devem ser evitados por 3 meses. Corrida, bicicleta ou musculação normalmente podem ser retomadas após um mês.
A dieta nos primeiros 2-3 dias deverá ser líquida e pastosa, sempre fria ou à temperatura ambiente. Exemplos: água, leite, sucos, água-de-coco, sopas frias, iogurtes, sorvetes, gelatinas.

Entre o terceiro e quarto dias deverá ser iniciada a dieta mais sólida podendo o paciente se alimentar (quase) normalmente, evitando ainda alimentos muito quentes e de difícil mastigação e digestão. A dieta normalmente pode ser normalizada uma semana após a cirurgia.

Ainda nesta fase, entre a segunda e quinta semanas, é comum a eliminação de crostas pretas e duras de dentro do nariz, que normalmente correspondem ao sangue coagulado e seco.

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 5. CIRURGIA ENDOSCÓPICA FUNCIONAL DE SEIOS PARANASAIS (FESS)

FESS é um procedimento cirúrgico relativamente recente que usa endoscópios nasais no tratamento de sinusites e polipose naso-sinusal, podendo ser utilizada anestesia geral ou local de acordo com a extensão do procedimento. Os endoscópios minimizam o corte e o trauma às estruturas nasais, têm diâmetros de 4mm e de 2.7mm e ângulos de visão variando de 0 graus a 30, 45, 70, 90, e 120 graus. Fornecem a iluminação e excelente imagem do interior das cavidades nasais.

Diversos cirurgiões contribuíram para o desenvolvimento da técnica a partir dos trabalhos pioneiros de Messerklinger e Stamberger (Graz, Áustria.), e introduzida nos EUA Kennedy em 1985.

A técnica cirúrgica adotada geralmente é a técnica de Messerklinger.

 

Os seios etmoidais anteriores, frontal e maxilar drenam no meatus médio. As céulas etmoidais posteriores e o seio esfenoidal drenam no meato superior. Há quatro seios que podem ser tratados por meio desta cirurgia: o seio frontal ; o seio maxilar por uncinectomia e por antrostomia; o etmóide anterior e posterior com dissecção cuidadosa da base do crâneo e lâmina orbital; e o esfenoidal acessível por esfenoidectomia.

Seio Maxilar

Um dos meios mais aceitados funcionalmente é a apliação do óstio maxilar através de uma uncinectomia. A maior abertura do acesso ao seio maxilar garante a sua ventilação adequada e evita retenção de secreções.

Óstio maxilar de paciente submetido a FESS há vários anos

Complicações

O cuidado extremo é requerido com esta cirurgia devido à proximidade dos seios paranasais às órbitas, ao cérebro, as artérias carótidas internas e nervo óptico. Entretanto, mesmo com estes riscos há muitos benefícios ao paciente com indicações apropriadas.

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 6. SINUSOTOMIAS MAXILO-ETMOIDAL

SINUSITE TEM CURA?

É uma pergunta frequente nos consultórios médicos; e a resposta correta é... Sim, para a grande maioria dos pacientes.

Sinusite é a inflamação nas mucosas das cavidades existentes em diversos locais na estrutura óssea da face, que se comunica a fossa nasal. Estima-se que cada indivíduo ao longo do ano apresente três episódios gripais, dos quais 0,5% podem evoluir para sinusite. Sinusite é, portanto queixa extremamente comum nos consultórios médicos e motivo freqüente de encaminhamentos a otorrinolaringologistas, especialmente nos meses frios. Pode-se diagnosticar a sinusite aguda com base apenas nos sintomas de dor, obstrução nasal, rinorréia purulenta, em muitos casos febre, e com um exame clínico apropriado. O tratamento com antibióticos adequados, é eficaz em quase todos os casos. Alterações anatômicas (desvios de septo nasal, hipertrofia de cornetos ou adenóides) ou alérgicas favorecem a que novas crises de sinusite aguda possam ocorrer, embora entre essas o paciente fique completamente normal. Nesses casos de sinusite aguda recorrente pode ser indicado tratamento cirúrgico com o objetivo de melhorar a ventilação nasal e prevenir novos episódios.

Alguns pacientes não respondem adequadamente ao tratamento clínico e permanecem com sinusite crônica. Não há normalização da mucosa nas cavidades paranasais, e a inflamação permanece causando dor e as vezes secreção purulenta. São, sem dúvida, os casos mais difíceis e amiúde necessitam tratamento cirúrgico. Nos últimos anos, a introdução da videoendoscopia nasosinusal e tomografia computadorizada do seios paranasais melhorou dramaticamente o diagnóstico e compreensão das alternativas terapêuticas nas sinusites crônicas. Anteriormente, o diagnóstico era limitado e impreciso contribuindo para maus resultados, e talvez para a falta de confiança nos procedimentos cirúrgicos para sinusite crônica ainda existente.

O desenvolvimento diagnóstico e de técnicas cirúrgicas muito contribui para os bons resultados obtidos na cirurgia atual da sinusite crônica. Ainda assim, estudos indicam que pacientes com rinite alérgica apresentam 50% de sucesso cirúrgico, contra índices de 88-90% de sucesso em indivíduos não-alérgicos. Resultados mais limitados são obtidos em sinusites fúngicas ou em indivíduos debilitados ou imunodeprimidos.

Por fim, uma última lembrança: sinusite não é a única causa de dor de cabeça ou face. Freqüentemente pacientes que imaginavam sofrer de sinusite apresentam enxaqueca, alterações visuais, de articulação mandibular ou mesmo dentárias. O diagnóstico correto é meio caminho no bom resultado do tratamento.

As opções cirúrgicas para sinusite incluem:

Cirurgia endoscopic funcional do sinus (FESS): Os endoscópios também revolucionaram a cirurgia da sinusite. No passado, a estratégia cirúrgica propunha a remoção de toda mucosa da cavidade dos seios paranasais; com o uso dos endoscópios é possível preservar a mucosa sadia e melhorar com precisão a drenagem das cavidades. A melhor ventilação também pode permitir a recuperação da mucosa doente.

A cirurgia endoscópica é conservadora e na maioria dos casos, o procedimento cirúrgico é executado inteiramente através das narinas, não havendo cicatriz externa. Há pouco intumescimento e desconforto.

Operação de Caldwell Luc: Uma outra opção é a operação de Caldwell-Luc, ou sinusotomia maxilar (ou maxilo-etmoidal) que pode tratar a sinusite crônica, com aberturas na parede óssea da face, próximo aos dentes molares superiores. A mucosa doente é removida e feita uma janela para ventilação do seio maxilar, comunicando-o a fossa nasal. A operação tem o nome dos médicos americano George Caldwell e Henry Luc, francês.

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 7. TIMPANOPLASTIAS

As perfurações timpânicas podem ser causadas por infecções intensas ou por traumas locais e causam redução da audição em diversos graus e facilitam a contaminação do ouvido médio, levando à drenagem de secreção pelo conduto.

A timpanoplastia é a cirurgia realizada para corrigir uma perfuração timpânica através do uso de um enxerto feito geralmente de fascia do músculo temporal.Quando existe uma interrupção da cadeia ossicular, faz-se esta correção usando também cartilagem, osso ou material sintético, no mesmo tempo cirúrgico ou em segundo tempo.

Trata-se de uma cirurgia exploradora, ou seja, é impossível se prever exatamente quais alterações serão encontradas no ouvido.Portanto, muitas decisões podem e devem ser tomadas durante a cirurgia, sem que seja possível solicitar o consentimento específico para proceder aos tratamentos necessários, como retirada de estruturas, colheita de material e enxertias e interposição de próteses para reconstrução da cadeia ossicular.

Procura-se assim trataro problema crônico de secreção drenando pelo ouvido e a deficiência auditiva, sabendo-se que vários fatores podem impedir que o resultado final seja o esperado e desejado.

Após a cirurgia poderão ocorrer:

INFECÇÃO - Infecção no ouvido, com drenagem de secreção, inchaço e dor, pode persistir após a cirurgia, levar à perda da enxertia e exigir nova intervenção cirúrgica para corrigir o problema.

PERDA DE AUDIÇÃO - Em pequena parte dos pacientes operados a audição poderá diminuir por problemas cicatricias.Raramente esta perda poderá ser severa.

PERDURAÇÃO TIMPÂNICA RESIDUAL OU RECIDIVANTE - Em partes dos casos poderá não ocorrer a total pega do enxerto, ou ele poderá necrosar (ser perdido) posteriormente.Nestes casos, uma segunda cirurgia é indicada para corrigir este defeito.

ZUMBIDO - Pode surgir ou piorar, e é de difícil tratamento.

TONTURA - Poderá ocorrer logo após a cirurgia, por irritação das estruturas do ouvido interno. Em alguns casos, poderá persistir por uma semana.

DISTÚRBIOS DO PALADAR E BOCA SECA - Pode ocorrer e durar por algumas semanas.

HEMATOMA - São raros,e podem exigir drenagem cirúrgica.

PARALISIA FACIAL -É rara e pode ocorrer temporaria ou definitivamente, em face da exposição, anormalidade ou edema do nervo, que pode regredir espontaneamente. Em raras ocasiões o nervo poderá ser lesado na cirugia e, nestes casos, pode ser necessário um enxerto de nervo do pescoço ou da perna. Também pode haver complicações oculares, resultantes dessa paralisia facial.

COMPLICAÇÕES DA ANESTESIA GERAL - Complicações anestésicas são muito raras, mas podem ocorrer e ser sérias, e devem ser esclarecidas com o anestesiologista.

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